13 Fevereiro 2008

Videoclip "É Verdade" no Fantasporto 2008

O Festival Internacional de Cinema do Porto começa a sua 28ª edição a 25 de Fevereiro até 9 de Março no Teatro Rivoli e Teatro Sá da Bandeira.
Entre os vários filmes e curtas-metragens em competição encontra-se o videoclip (curta-metragem musical?) "É Verdade" de Paulo Prazeres (para quem não está a par do que estou a falar, podem ver aqui e aqui do que se trata), na categoria Melhor Curta-Metragem, sendo a única produção nacional nessa categoria.
Fica aqui a versão MTV (a versão final finalissíma =P estará disponível brevemente):



Estou bastante orgulhoso por este trabalho ter recebido bom feedback e estar a chegar tão longe. Apesar de não estar completamente satisfeito com a qualidade final do mesmo, acredito que ele já faz parte de uma nova onda de produções nacionais que apostam nas novas tecnologias e métodos de criação de imagem que até há pouco tempo estavam apenas ao alcançe da publicidade televisiva e produções estrangeiras.
Espero que cada vez mais os produtores e canais de televisão nacionais olhem para estas exemplos e se convençam que é possivel investir dinheiro em produções que façam uso dessas tecnologias e métodos. E não há a desculpa de que estas são muito caras ou que existem poucas pessoas com qualidade técnica para as usar. Os programas de composição de imagem e efeitos estão mais acessíveis do que nunca, hardware idem e existe muito pessoal criativo por aí com conhecimentos de grande nível.
Os efeitos visuais já se tornaram numa ferramenta indispensável em qualquer produção estrangeira, pois, quando bem utilizados, trazem um valor adicional às séries, filmes, videoclips, etc. Fico muito triste quando leio notícias sobre o milhão de euros investidos na série portuguesa "O Dia do Regicídio", considerada como o que de melhor há na produção nacional.
Para além de más performances dos actores, figurantes que não sabem bem o que estão a fazer, má maquilhagem, montagem de acção pouco inspirada e falhas graves na pós-produção, nunca temos, por exemplo, uma visão geral do espaço, um plano geral que nos mostre a Lisboa do ínicio do século XX e que nos convença que tudo o que vemos se passa mesmo no passado. É assim tão complicado e caro criar um matte painting da cidade e animá-lo? Não havia verba nesse orçamento para pagar a um artista para o fazer, beneficiando em muito a série? Enfim... Esperemos que o panorama mude nos próximos tempos.

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