"Aqua" é uma curta metragem de ficção cientifíca escrita e realizada por Leonardo António e que se encontra em competição no festival Indie Lisboa.
Num futuro onde o caos e a desordem reinam e a água doce se tornou escassa e muito valiosa, um engenheiro cibernético constrói andróides que registam tudo o que vêem para daí a 100 anos, após um apocalipse nuclear, ensinarem tudo o que sabem a quem sobreviver de forma a que nao se cometam os mesmos erros do passado.
É sempre bom saber que ainda se tentam fazer filmes sci-fi cá em Portugal. Ainda existem corajosos que se aventuram neste género e tentam trazer as suas ideias para a tela do cinema, apesar das grandes dificuldades e entraves que existem. "Aqua" é um filme que à partida parece ter conseguido superar alguns desses entraves. Faz uso da maioria dos efeitos a que nos habituámos a ver nos filmes americanos (numa escala bem mais pequenina e simples, claro) para criar um mundo caótico do futuro e participam nele caras conhecidas da nossa televisão e cinema (José Wallenstein e Inês Castel-Branco). Infelizmente é um filme que falha em muita coisa. A história é banal, já vista em muitos outros filmes e como o ritmo é bastanto lento, o filme acaba por se tornar aborrecido. A performance dos actores também deixa muito a desejar. Visualmente tem alguns planos em 3D muito bem conseguidos assim como alguns planos de imagem real bem iluminados e bonitos, por contraste há planos com uma composição digital de imagem pobre e outros planos de imagem real que me fazem lembrar as novelas. Os efeitos especiais de maquilhagem são também muito fraquinhos.
No geral não passa de uma quase-boa tentativa de se fazer sci-fi neste país, o que por si já lhe dá algum mérito, mas infelizmente ainda fica muito longe do que é feito na Europa e arredores.
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2 comentários:
Vi o Aqua no indie e achei que o realizador, Leandro, esteve muito bem, foi muito arrojado em ter feito ficção a este nivel.
Muitos parabens pelo teu blogue.
Abraço
Hugo Alexandre Cruz
Oi, Miguel. Oi, Hugo.
Obrigado pela sinceridade.
Leonardo António
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